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Projeto #5 | 12 Filmes em 1 Ano: Caindo na Real

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Caindo na Real é aquele tipo de filme para deixar do ladinho do aparelho de blu-ray 💖

 

Muita coisa aconteceu neste segundo semestre, como bem vocês sabem, mas é claro que não me esqueci do projeto “12 Filmes em 1 Ano”.

“Querida, tudo o que tens na idade dos 23 é seres tu mesma. ” – Troy Dyer ✨

 

Não é exagero dizer que essa comédia romântica dos anos noventa é uma das minhas favoritas. E digo mais: se você tem entre 23 e 29 anos a chance de se identificar com as situações que o filme apresenta é muito grande.

Eu me lembro que sempre quis assistir esse filme, principalmente por conta do elenco e a Wino, minha musa noventa. Até que em um sábado à noite de tédio on, o canal TCM salvou a minha vida.

Caindo na Real aborda as expectativas, as angústias, as frustrações e os amores que faziam parte da geração de jovens dos anos 90 que acabava de sair da faculdade.

É impossível não se identificar com a Lelaina Pierce, interpretada por Winona Ryder, logo no início com o seu discurso de formatura:

 

“E eles perguntam-se, porque é que aqueles que estão nos vinte se recusam a trabalhar 80 horas por semana só para que possamos comprar-lhes os BMW’s.

Porque não estamos interessados na cultura que eles inventaram como se não víssemos a decadência da revolução deles por um par de tênis.

Mas a questão mantém-se. O que é que vamos fazer agora? Como podemos recuperar os estragos que herdámos?

Caros colegas, a resposta é simples.  A resposta é. Eu não sei. ” ✨    

 

 Vale mencionar, que durante o filme ela grava um documentário dos seus amigos, formado por fragmentos da personalidade e fatos que ocorrem na vida de cada um deles. A ideia é usá-lo como portfólio para o emprego dos sonhos.

As citações e os comentários irônicos, porém maravilhosos, de Troy Dyer, interpretado pelo Ethan Hawke fazem toda a diferença no enredo.

Eu tenho que admitir que ele é um típico filho da puta lindo da porra, vocalista de banda. Culpado pela nossa quedinha por caras com carinha de bebê que vão fazer a gente sofrer.

Mas mesmo assim o filme não seria o mesmo sem ele. Oh só:

“Alô! Acaba de ligar para o nosso ‘Inverno de descontentamento’. ” ✨

 

Como eu citei lá encima, Caindo na Real mostra assuntos daquela recém-criada geração, e que também fazem parte dessa nova realidade dos jovens, como: gays, AIDS, sexo casual, carreira, alienação… Ou seja, tudo que o que você pode vivenciar quando termina a faculdade.

É Aquela fase que você não é adulto ainda, mas também não é mais adolescente e que não é porque você foi um bom aluno, que a sua vida profissional está garantida no mundo real.

AAAAH, não posso deixar de mencionar uma das minhas cenas que definem algo que um dia irei fazer.

Pedir para o dono do mercado aumentar o volume para poder a cantar e dançar a minha música favorita com os meus amigos.

“My, my, my, aye, aye, whoa! M-m-m-my Sharona” ✨

 

Já que eu falei de música, a trilha sonora de Caindo na Real é a cara dos filmes dos anos 90, repleta de canções e bandas que definem a maravilha que é o longa. As minhas favoritas são Stay (Lisa Loeb) e All I Want is You (U2).

A principal lição que aprendi com esse clássico noventa é que a pior coisa que você pode fazer consigo mesmo é viver baseado na sua expectativa de vida perfeita.

E a resposta é simples é porque somos imperfeitos e não podemos ser forçados a viver uma vida que não corresponde à nossa realidade. E aí, consegui fazer você quer assistir? Conta para mim.

*Não autorizo outras blogueiras realizarem o projeto “12 Filmes em 1 Ano”. Pelo amor, vamos respeitar a blogosfera. 

Projeto, Caindo na Real e Anos 90. Tudo isso É Muito Supimpa Girl!